A GERAÇÃO QUE DEU ALMA AO FUTEBOL DE ARAXÁ
ESCOLA, FUTEBOL, AMIGOS
Em 1975, no Colégio Dom Bosco de Araxá, nascia mais do que uma turma de amigos. Nascia uma geração que moldaria o futebol da cidade, que transformaria tardes comuns em histórias inesquecíveis e que deixaria marcas profundas nos campos, nos ginásios e na memória de quem viveu aquela época. Entre risadas, descobertas e sonhos que começavam a ganhar forma, esses meninos construíram uma amizade que atravessaria décadas — e um legado que ainda pulsa no coração esportivo de Araxá.
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| Foto alterada pelo IA |
Fausto – O eterno camisa 10
Fausto nunca precisou dizer que era craque. Bastava ver a camisa que vestia. A 10 era sua marca, seu símbolo, sua identidade. No Araxazinho, conquistou seu primeiro título amador e mostrou que tinha estrela. Craque do campo, também participou dos campeonatos de salão, sendo reserva do pivô Márcio — irmão do lendário Eudes Leitão — nos disputados torneios do Ginásio Dino Baroni. A vida o levou ao volante dos caminhões, e o joelho o aposentou cedo, mas o brilho do futebol nunca saiu de cena.
Jânio Leite – O goleiro que virou referência
Desde menino, Jânio já sabia onde queria estar: debaixo das traves. Tornou-se um dos maiores goleiros da história do futebol de salão de Araxá, defendendo São Paulo, Centro Rio e Juventude com a segurança dos gigantes. No campo, era ponta direita, veloz e inteligente. Passou pelo Araxazinho e pelo Olimpic, construindo uma reputação sólida. Hoje, segue em Araxá, administrando seu escritório contábil com a mesma precisão que tinha ao defender um chute à queima-roupa.
Colorete – O talento que virou saudade
Colorete era pura habilidade. No Olimpic, brilhou intensamente durante a temporada em que viveu em Araxá, encantando torcedores e adversários. Mudou-se para o Rio de Janeiro com a família e, desde então, tornou-se personagem de mistério e nostalgia — daqueles que a memória guarda com carinho.
Serginho – A elegância em campo
Camisa oito clássico, Serginho era a inteligência em movimento. No Olimpic e no Araxazinho, encantava com visão de jogo, toque refinado e uma classe que poucos possuem. Craque incontestável do futebol de campo, segue em Araxá, trabalhando na VECOL, mas sempre com o coração dividido entre o presente e os gramados que moldaram sua história.
Raimundo – A força que comandava a defesa
Raimundo era raça pura. Zagueiro ou lateral, dominava o campo com seu físico imponente e sua entrega absoluta. Defendeu o Olimpic, mas preferiu não seguir os amigos no Araxazinho. Na vida profissional, construiu uma carreira longa e honrada na Caixa Econômica Federal, de onde se aposentou.
Uma geração que transcendeu o jogo
Os meninos do Dom Bosco não foram apenas jogadores. Foram símbolos de uma era em que o futebol era encontro, identidade e paixão. Eles ajudaram a escrever capítulos importantes do esporte araxaense — no campo, no salão, nos ginásios dos bairros, nas tardes de sol e nas noites de competição.
Hoje, cada um segue seu caminho, mas todos carregam a mesma certeza: a amizade que nasceu no Dom Bosco e cresceu nos gramados de Araxá é eterna.
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| Em pé: Fausto, Jânio, Colorete Agachados: Raimundo e Serginho |
Se quiser reviver mais detalhes dessa época, há registros e memórias compartilhadas por apaixonados pelo futsal de Araxá, como no Blog do Aurelio Ribeiro





























