quinta-feira, outubro 19, 2017

Araxá nos Anos 80: O Futsal, o Cascavel e a Alma de Zé Humberto

Como o Cascavel Conquistou Seu Lugar na História do Futsal de Araxá

O futsal de Araxá viveu, nos anos 80, um dos períodos mais brilhantes de sua história. As quadras sempre cheias, o entusiasmo dos torcedores e a presença de grandes equipes transformaram a cidade em um verdadeiro polo do salonismo mineiro. Times como Fosfertil, Arafértil e CBMM, São Paulo, Clube União elevaram o nível das competições, protagonizando confrontos acirrados e deixando lembranças que permanecem vivas até hoje.

Foi nesse ambiente vibrante que surgiu o Cascavel Sport Clube, um projeto nascido da paixão pelo esporte. Sob a liderança de José Humberto Rios, o conhecido Zé Humberto, o Cascavel se tornou símbolo de dedicação, resistência e amor ao futsal. Reunindo atletas e entusiastas determinados a competir em alto nível, o clube conquistou seu espaço mesmo diante das potências da época.

FOTO ALTERADA POR IA
Em pé: Cesinha, Ratinho e Beto
Agachados: José Humberto, Elmar e Chicão
Durante uma década, Zé Humberto foi a alma do Cascavel. Criador, gestor, técnico, organizador — e muitas vezes o responsável por manter o time ativo com recursos próprios — ele garantiu que o clube estivesse presente nos principais campeonatos da cidade. Sua entrega ajudou a fortalecer a tradição do salonismo araxaense e inspirou gerações de atletas.

Essas figuras abnegadas, que trabalham pelo esporte movidas apenas pela paixão, são fundamentais para que clubes como o Cascavel existam, cresçam e deixem sua marca na história.

Zé Humberto foi mais do que um dirigente esportivo — foi um verdadeiro pilar do futsal araxaense. Sua determinação transformou desafios em oportunidades e manteve o Cascavel competitivo mesmo diante das dificuldades. O legado que deixou permanece vivo na memória de todos que acompanharam o futsal da cidade.

Com tantos talentos espalhados pelos ginásios de Araxá, a criação de novos times era quase inevitável. A qualidade técnica dos jogadores, aliada ao entusiasmo da comunidade, garantia competições intensas e um ambiente sempre propício ao surgimento de novas equipes que brilhavam e alimentavam a paixão pelo salonismo.

 O papel de Zé Humberto

Ele não foi só dirigente. Ele foi fundador, técnico, gestor, captador, motivador, pai de atleta, psicólogo, patrocinador improvisado e coração do clube.




Para quem deseja reviver essa época, há registros preciosos preservados por apaixonados pelo futsal de Araxá, como o material reunido no Blog do Aurélio Ribeiro, que mantém viva a memória desse período de ouro.



segunda-feira, outubro 16, 2017

Saúde, produtividade e felicidade no ambiente de trabalho


Cada vez mais me convenço de que a felicidade é um conjunto de coisas, não algo a ser buscado como um fim. Na verdade, ao longo da nossa jornada, passamos por tantos episódios que é mesmo complicado definir esse sentimento, tão particular para cada pessoa. Pensando de um jeito bem objetivo, a tal felicidade nada mais é que a percepção positiva que temos do saldo daquilo que nos acomete de bom e de ruim. Acreditem: ser feliz também inclui trabalhar com algo que nem sempre nos dá satisfação, resolver problemas que nos parecem enormes e complicados e, claro, lidar com pessoas difíceis. Tudo na vida tem dois lados. O fato é que não podemos somente ser felizes, nem saudáveis, apenas aos finais de semana.
 
Na minha carreira, busquei encontrar a felicidade em diferentes momentos e optei por persegui-la, mesmo quando as coisas se tornavam complicadas. Entretanto, os tempos modernos trouxeram diferentes aspectos que fizeram com que esse equilíbrio não estivesse mais presente em algumas empresas. Vejo estagiários, executivos e diretores estafados, com problemas de saúde e psicológicos graves, sem nem se dar conta que são, em boa parte, responsáveis por isso.
 
Negligenciamos o nosso próprio corpo em relação aos demais fatores. Encontramos tempo para as reuniões, relatórios, cursos de aperfeiçoamento, palestras, inglês e congressos, mas não temos mais agenda para cuidar da própria saúde. Atividade física e até mesmo nossos momentos de descanso e lazer se tornaram ocasionais, um respiro da rotina, quando, na verdade, deveriam nos exigir tanta disciplina quanto a que temos para tomar remédio. Já estamos tão sobrecarregados com o mundo corporativo, que evitamos nos comprometer com outras coisas, por maiores que sejam seus benefícios, não é mesmo? Não deveria ser.
 
E se fosse possível reunir práticas saudáveis dentro do ambiente corporativo? Estimulá-las? Fazer com que se tornassem parte das conversas no horário de almoço? Esse tem sido um dos maiores desafios das áreas de recursos humanos de todos os setores. Ao contrário do que se imagina, os benefícios corporativos não são oferecidos apenas para atrair e reter talentos, eles precisam buscar, também, o bem-estar e a produtividade dos colaboradores – e já existem jeitos diferentes e modernos de fazer isso. A tecnologia, que nos permite maior flexibilidade de horários, também pode ser nossa aliada para as atividades físicas.
 
 Vivemos uma fase em que a área de recursos humanos também se utiliza da tecnologia para compreender o comportamento dos seus funcionários. Cada vez mais utilizamos os dados que extraímos da rotina de cada colaborador (Business Intelligence) para entender suas motivações, necessidades e a relação de tudo isso com os custos da companhia, que podem ir desde vale transporte até os planos de saúde. É possível analisarmos se o profissional se desloca muito em viagens, quanto tempo faz de horas extras, se está se alimentando corretamente e as relações que isso têm com sua produtividade, absenteísmo e, por fim, como isso impacta na qualidade de vida tanto pessoal quanto corporativa.
 
Os custos com assistência médica só são menores que os da folha de pagamento e isso, além de pesar no bolso de quem contrata, é um alarmante sintoma de que precisamos direcionar nossos profissionais a se prevenirem. Chega de apenas cobrá-los uma melhor performance: precisamos estimulá-los a serem mais felizes e ativos. Já ouviram falar que gente feliz não incomoda? Pois bem. Gente feliz é mais leve, mais conectada ao seu entorno e, consequentemente, mais disposta, ativa e capaz de resolver problemas. Optemos por empresas saudáveis, não só na teoria, mas também na prática. Visemos isso. Por experiência própria, o sucesso da companhia é consequência do sucesso individual – e não custa caro.
Publicado em Publicado em11 de outubro de 2017

Sofia Esteves
Presidente do conselho no Grupo Cia de Talentos

 

 
FONTE: https://www.linkedin.com/pulse/sa%C3%BAde-produtividade-e-felicidade-ambiente-de-trabalho-sofia-esteves/?trk=eml-email_feed_ecosystem_digest_01-recommended_articles-5-Unknown&midToken=AQEbJRdFzLUhHg&fromEmail=fromEmail&ut=3kALC1QYw3znY1

ARAFÉRTIL FUTSAL - A força industrial que brilhou nas quadras de Araxá

A Era de Ouro do Futsal Araxaense: paixão, talento e tradição nas quadras dos anos 80

Nos anos 80, o futsal de Araxá viveu seu auge. Era mais que um esporte — era um espetáculo que mobilizava a cidade. Os ginásios, especialmente o Dino Baroni, tornaram-se verdadeiros templos do salonismo mineiro, sempre lotados de torcedores apaixonados que vibravam a cada jogada.

Nesse cenário de ouro, equipes como Arafértil, São Paulo, Fosfértil, CBMM, Clube União, Benes, Melo e Centro Rio protagonizavam duelos memoráveis, marcados por técnica, rivalidade e emoção. O futsal araxaense era sinônimo de talento e paixão.

Além dos clubes tradicionais, Araxá mantinha viva a cultura das peladas de salão, encontros semanais entre amigos e atletas que reforçavam o espírito de união e competitividade. Essa atmosfera fez do futsal um dos esportes mais queridos e representativos da cidade.

Arafértil: organização e ambição esportiva

A Arafértil Futsal soube aproveitar esse momento de efervescência e investiu em uma equipe sólida e competitiva. Com apoio da empresa e estrutura profissional, o clube montou um elenco capaz de enfrentar os principais adversários da região.

Para comandar o projeto, trouxe Luiz Alberto, técnico renomado de Uberaba e um dos nomes mais respeitados do salonismo mineiro. Sua chegada elevou o nível técnico da equipe e trouxe disciplina, estratégia e espírito vencedor.

Representando Araxá nos Jogos do Interior de Minas (JIMIS)

O sucesso local levou a Arafértil Futsal a representar Araxá nos Jogos do Interior de Minas Gerais (JIMIS) — uma das competições mais tradicionais do estado, reunindo talentos de diversas cidades. Ali, o futsal araxaense mostrou sua força, técnica e garra, conquistando respeito e admiração por onde passava.

Participar dos JIMIS era mais que competir: era levar o nome de Araxá para o cenário esportivo mineiro, reafirmando o orgulho e a paixão da cidade pelo futsal.

Legado de uma geração

A Arafértil Futsal marcou época. Sua trajetória é lembrada não apenas pelas vitórias, mas pela contribuição ao desenvolvimento do esporte local. Foi parte de uma geração que transformou o futsal de Araxá em referência estadual — uma era de talento, emoção e identidade que permanece viva na memória dos torcedores.

Se quiser reviver mais detalhes dessa época, há registros e memórias compartilhadas por apaixonados pelo futsal de Araxá, como no Blog do Aurelio Ribeiro. 

Em pé: Vanderley Goulart, Realino, Juninho, Aurélio, Amarildo, Bosquinho, Marcão e Urbano.
Agachados: Luiz Alberto (treinador), Toninho, Naldinho, Junior Boso, Cezinha.

  FONTE: Albúm de fotos do ex jogador TONINHO

quarta-feira, outubro 11, 2017

Quando eu crescer, quero ser criança


Muito já se discutiu se os filhos nos fazem melhores ou piores profissionais. Parece-me que “melhores” está na frente. Em parte, porque a falta de tempo livre nos faz trabalhar de forma mais focada e objetiva, mas também porque eles nos tornam melhores pessoas e, por consequência, melhores profissionais.

A responsabilidade de educar faz com que pensemos duas vezes em cada palavra e cada gesto, com medo de conceitos perigosos que podem ser inadvertidamente transmitidos. Não queremos “estragar” aquele pequeno pedaço de gente com a esperança de que ele possa fazer algo bom pelo mundo, pelo menos algo melhor do que temos conseguido até o momento.

Por isso no Mês das Crianças homenageamos essas mini-criaturas e também incentivamos uma reflexão sobre como a nossa infância impactou as nossas escolhas profissionais.

Tive o privilégio de poder brincar muito e sem medo, em uma rua sem saída, com crianças de várias idades. Ao lembrar do que vivi e ao observar meu filho brincando hoje, penso que existem quatro coisas que nunca deveríamos deixar de fazer e que poderiam contribuir muito com a nossa carreira, seja ela na área que for:

  • Entender o porquê das coisas. As crianças não ficam satisfeitas com o “porque sim” ou “tem que fazer isso”. E à medida que ficamos adultos nos acostumamos mais com o “é assim que se faz”. Entender o propósito de cada atividade nos ajuda a perceber a nossa importância no todo e nos ajuda a pensar em formas mais inteligentes de fazê-las.
  • Ver os detalhes. Pessoas que vivem em grandes centros têm normalmente muita pressa. E chega a ser enlouquecedor como as crianças demoram para fazer as coisas. Quão difícil pode ser colocar o casaco? Quanto tempo é necessário para entrar no carro?

Essa beleza de deixar-se maravilhar pelas pequenas coisas é algo que não deveríamos reprimir. Só as crianças realmente veem tudo. E esse dom pode ser muito importante na vida adulta.

Sempre que possível vamos deixá-las observar o detalhe da janela, o desenho do corrimão, a textura da roupa.
  • Ser autêntico. Algumas crianças jogam futebol, enquanto outras desenham ou montam robôs. Precisaremos de todas as habilidades no futuro, por isso é importante que cada uma acredite que pode investir no que gosta e ser bom naquilo que faz, sem ter que imitar o outro.
  • Pensar grande. O famoso “think big” em inglês. Não existe nada impossível para as crianças. Elas podem tornar-se qualquer coisa em minutos e brincam até com os próprios medos. Essa criatividade faz falta na vida adulta e se sai melhor quem pôde brincar mais, pois esses adultos não impõem seus próprios limites de sonhar.
Publicado em 5 de outubro de 2017
Fernanda Brunsizian                                    

Gerente Sênior, Comunicação Corporativa, LinkedIn

 

São Paulo Futsal e a Era de Ouro do Salonismo Araxaense - década de 1980

Equipe do Clube Araxá ajudou a transformar o Ginásio Dino Baroni em palco de grandes clássicos e consolidou a paixão da cidade pelo futsal

A década de 1980 marcou um dos períodos mais vibrantes da história esportiva de Araxá. O futsal, então chamado de salonismo, tornou-se o centro das atenções da comunidade, reunindo atletas talentosos, torcidas apaixonadas e uma atmosfera competitiva que transformou o esporte em um verdadeiro fenômeno cultural. Nesse cenário, o São Paulo Futsal, representante do Clube Araxá, destacou-se como uma das equipes mais emblemáticas e influentes da época.

 Clube Araxá como berço do futsal local

O Clube Araxá, já consolidado como espaço social e esportivo da cidade, tornou-se o palco principal para o desenvolvimento do futsal. Seu ginásio — o lendário Ginásio Dino Baroni — era o centro das grandes disputas. Sempre lotado, o ginásio vibrava com o som das torcidas, dos tambores improvisados e da energia contagiante que acompanhava cada partida.

Em pé: Murilo, Paulo Maneira, Roberto Tormin, Renato, Márcio e Carlos Emílio
Agachados: Eudes (Leitão/Jatobá), Alexandre Maquininha, Cláudio Mamão, Danilo e Ítalo

 São Paulo Futsal: talento, identidade e paixão

O São Paulo Futsal reunia jogadores que se tornariam referência para gerações futuras. Com um elenco formado por craques locais, muitos oriundos das escolas e clubes da cidade, o time representava não apenas uma agremiação esportiva, mas um símbolo de identidade araxaense. Sua forma de jogar — técnica, veloz e coletiva — encantava o público e consolidava o time como uma potência regional.

A camisa tricolor carregava mais do que cores: carregava histórias, rivalidades e a sensação de pertencimento de uma comunidade que via no futsal uma extensão de sua própria cultura.

As grandes rivalidades e o auge das competições

O período foi marcado por competições intensas e equilibradas. Além do São Paulo, equipes como  Arafértil, Fosfertil, CBMM, Clube União, Benes, Melo e Centro Rio compunham um cenário competitivo de altíssimo nível. Cada confronto era um espetáculo, e cada campeonato, uma celebração do esporte.

Essas rivalidades ajudaram a elevar o nível técnico das partidas e a fortalecer a tradição do futsal na cidade. Empresas e clubes investiam em suas equipes, criando uma estrutura que permitia ao esporte crescer de forma organizada e apaixonada.

Um legado que atravessa gerações

A influência dessa geração é sentida até hoje. O futsal araxaense, consolidado como uma das paixões locais, deve muito ao empenho dos atletas, dirigentes e torcedores que viveram intensamente os anos 80. O São Paulo Futsal, em especial, permanece como símbolo de uma época em que o esporte unia a cidade e transformava o Ginásio Dino Baroni em um templo de emoções.

Mais do que vitórias, essa equipe deixou memórias, identidade e tradição — elementos que continuam inspirando quem ama o futsal em Araxá.

Se quiser reviver mais detalhes dessa época, há registros e memórias compartilhadas por apaixonados pelo futsal de Araxá, como no Blog do Aurelio Ribeiro. 

Fonte: Albúm de fotografias do ex atleta ALEXANDRE JOSÉ DE PAULA, mais conhecido como Alexandre Maquininha

SPORT CLUBE JUVENTUDE - FUTSAL - MEMÓRIA ESPORTIVA

SPORT CLUBE JUVENTUDE

O futsal de Araxá tem uma história rica e cheia de tradição, e Fernando Dom Bosco da Silva, o Bosquinho, foi uma peça fundamental nesse cenário. Além de ser um jogador talentoso, ele se dedicou à formação de jovens atletas, transmitindo valores como disciplina, respeito e paixão pelo futebol de salão. Seu trabalho ajudou a moldar gerações e a fortalecer o esporte na cidade.

Bosquinho foi um dos grandes responsáveis pelo sucesso do Juventude Sport Clube, um time que se destacou nos torneios locais e regionais. Sua liderança e determinação foram essenciais para superar desafios e consolidar a equipe como uma referência no futsal araxaense. Em suas palavras, ele destacou a importância da união e da força de vontade para vencer as dificuldades e construir um grupo sólido.

O Juventude teve momentos marcantes, como sua participação na inauguração do Ginásio de Ibiá, onde enfrentou times de Patrocínio e saiu campeão. Além disso, a equipe foi a base da seleção de Araxá nos Jogos do Interior de Minas Gerais (JIMIS), representando a cidade com garra e talento.

Se quiser conferir mais sobre a trajetória do Juventude Sport Clube, há registros disponíveis aqui. 

Se quiser reviver mais detalhes dessa época, há registros e memórias compartilhadas por apaixonados pelo futsal de Araxá, como no Blog do Aurelio Ribeiro. 

Em pé: Bolacha, Pedro, Giovanni Cascavel
Agachados: Fabinho Rios, Juninho David e Alexandre Maquininha

Equipe SUB 16

Equipe SUB 14
 
Em pé: Carlinhos, Juninho David e Washington
Agachados: Lelei e Alexandre Maquininha

Em pé: Juninho David, Washington, Alexandre Maquininha e Amarildo
Agachados: Lelei, Roberto Bombinha, Bolacha e ??



Em pé: Grilo, Júnior Bozo, Bosquinho, Juninho David, Realino, Vaguinho, Aurelio (treinador) e Amarildo
Agachados: Jânio, Fofão, Alexandre Maquininha, Claudio e Alex

FONTE: Álbum de fotografias do ex atleta ALEXANDRE JOSE DE PAULA, conhecido como Alexandre Maquininha  

ARAXÁ ESPORTE CLUBE - MEMÓRIA ESPORTIVA

Um pouco da história do glorioso Araxá Esporte Clube, mais conhecido como "Ganso"

DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO









FONTE: Álbum de fotografias do ex atleta ALEXANDRE JOSE DE PAULA, popular Alexandre Maquininha

sábado, outubro 07, 2017

Onde investir R$ 10 mil que estão na poupança para render mais?

Planejador financeiro responde dúvida de leitor sobre investimentos que rendem mais que a poupança. Envie você também sua pergunta

Por Valter Police, planejador financeiro

6 out 2017, 12h00

 

Poupança: Para escolher o investimento, tenha em mente seu objetivo, prazo de resgate e perfil como investidor (BrianAJackson/Thinkstock)

Pergunta do leitor: Tenho R$ 10 mil investidos na poupança, que rende muito pouco. O que você me aconselha a fazer? Não tenho pretensões de gastar o dinheiro agora.
 
Resposta de Valter Police*:
Embora pareça que a resposta para sua pergunta seja direta, como “invista no fundo X” ou “a melhor opção é o CDB do banco X”, é necessário uma análise mais abrangente, que poderá servir, inclusive, para suas futuras análises de investimento em outras situações.
Quando falamos de investimento, a primeira coisa que nos vem à cabeça é a rentabilidade. No entanto, existem outros aspectos a serem levados em conta. Os investimentos não devem ser analisados separadamente, mas dentro de um plano abrangente.
O primeiro deles é o objetivo para aquele recurso e o prazo. No seu caso, embora não mencione o objetivo, você diz que não tem pretensões de gastar o dinheiro agora, o que dá algum indicativo de prazo. No entanto, incorporando uma visão mais ampla, será que esse dinheiro é o seu único recurso disponível? Ou existem outros montantes investidos que compõem seu patrimônio?
Essas respostas são fundamentais, uma vez que o primeiro investimentorecomendado a todas as pessoas é a reserva de emergência, para necessidades não listadas no orçamento ou imprevistos. Essa reserva evita a necessidade de utilizar linhas de crédito com alto custo e deve ter entre seis e doze vezes o seu custo mensal, dependendo da previsibilidade de suas receitas e despesas e da sua empregabilidade. Tipos de investimentos: Escolha com a Mongeral Aegon o melhor para o seu perfil Patrocinado 
 
Para esse tipo de investimento, o ideal são produtos que ofereçam altíssima liquidez, ou seja, estejam disponíveis quando necessário e tenham baixíssimo risco. A rentabilidade é a última característica a ser analisada. Em geral, as melhores opções de investimento para essas características são caderneta de poupança, CDBs, fundos DI e títulos públicos Tesouro Selic. Eles possuem altíssima liquidez e baixo risco.
A partir daí, analisamos a rentabilidade. A caderneta de poupança tende a perder em rentabilidade para essa concorrência, além de só ter o rendimento creditado a cada 30 dias, o que pode fazer com que um período de tempo fique sem remuneração.
Em bancos e corretoras, procure CDBs com rentabilidades acima de 90% do CDI ou fundos que cobrem menos de 1% ao ano. Caso opte por títulos públicos Tesouro Selic, faça as negociações por meio de uma corretora que não cobre taxas adicionais além da taxa de custódia de 0,3%  cobrada pela B3.
Caso você já tenha uma reserva de emergência e os R$ 10 mil não façam parte dela, o leque de opções se amplia significativamente. Você terá à sua disposição uma infinidade de títulos de diversos bancos – como CDBs, LCIs e LCAs (isentas de imposto de renda) – e outros títulos públicos federais, além de fundos de investimento com as mais diversas características.
Cada uma dessas opções mostrará facetas diferentes e será mais ou menos adequada dependendo do seu objetivo ou, no mínimo, de uma estimativa de prazo. Além disso, o investimento precisa ser coerente com seu perfil de investidor.
Assim, lembre-se que a construção de um portfólio de investimentos passa pela análise de seus objetivos, sua situação financeira atual, seus prazos e seu perfil. Só depois, é possível buscar as melhores opções do mercado. Carteira de investimentos: Saiba com a Concórdia como criar diversificação de um jeito inteligente Patrocinado 
Como você viu, não é uma tarefa tão simples quanto parece à primeira vista e, por esse motivo, procure contar com um planejador financeiro pessoal certificado para lhe auxiliar com essas escolhas.
*Valter Police é planejador financeiro pessoal e possui a Certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pela Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros.
 

quinta-feira, outubro 05, 2017

Os 5 erros de português mais comuns no mundo do trabalho


A pedido de EXAME, especialistas elegeram os deslizes mais frequentes de ortografia, concordância e outros temas gramaticais do português. Veja a lista


Lápis: veja os erros de português mais comuns no mundo do trabalho (Ingram Publishing/Thinkstock)

São Paulo — Quantas vezes por dia você interrompe suas atividades no trabalho para tirar uma dúvida de português na internet ou em algum livro? Se você é como a maioria, não deve fazer isso (quase) nunca.

A ideia de que gramática é uma preocupação exclusiva de “puristas” da língua faz muita gente negligenciar a norma culta — sob o falso pretexto de que ninguém sabe as regras de qualquer maneira.

Não é bem assim: um texto mal escrito pode gerar inúmeros mal-entendidos, além de arranhar gravemente a sua reputação no mercado de trabalho. Afinal, falar e escrever corretamente é essencial para conseguir emprego e evoluir na carreira em qualquer segmento.

A pedido de EXAME, três professores selecionaram os erros de português que mais aparecem no cotidiano profissional do brasileiro. Foram eleitos os deslizes mais comuns em cinco âmbitos: ortografia, acentuação, concordância, pontuação e pronúncia. Confira a seguir:

1. Falta (ou presença indevida) de hífen

O erro de ortografia mais comum no universo corporativo é resultado da recente Reforma Ortográfica da língua portuguesa, diz o professor Diogo Arrais. autor gramatical pela Editora Saraiva. A grafia de expressões como “bem-vindo”, “contracheque” e “autopromoção” frequentemente aparece com problemas — seja por falta de hífen, seja pela presença indevida do tracinho.

Para não errar mais, a dica do professor é observar a última letra do prefixo e a primeira do radical. “Se forem idênticas ou se o radical for iniciado por H, haverá hífen”, explica. “Caso contrário, o termo não será hifenizado”. Verifique a regra nos seguintes exemplos: “anti-inflação”, “auto-observação” e “super-homem” têm o sinal; “autopromoção”, “megaevento” e “contracheque”, não.

2. Acento circunflexo nos verbos “ver” e “vir”

Quando o tema é acentuação, o deslize mais frequente tem a ver com o acento circunflexo em formas do verbo “ver” e “vir”, diz Rosângela Cremaschi, professora de comunicação da FAAP e autora do livro “Português Corporativo” (Hunter Books, 2014).

Quando flexionados  na terceira pessoa do plural, os verbos assumem, respectivamente, as formas “veem” e “vêm”. Acontece que o novo acordo ortográfico aboliu o acento circunflexo de “veem”, mas o de “vêm” permanece. A confusão trazida pela novidade faz com que a acentuação frequentemente acabe sobrando em alguns casos, e faltando em outros.

3. Pronúncia incorreta do ditongo “ui”

Para Reinaldo Passadori, professor de comunicação verbal e presidente do Instituto Passadori, um dos erros de pronúncia mais repetidos em português é dizer “gratuíto” no lugar de “gratuito”, ou “circuíto” em vez de “circuito”. O problema na fala às vezes se reflete na grafia equivocada da palavra, com acento.

O motivo desses deslizes é a memória auditiva. “No Brasil, é muito mais comum ouvirmos ‘RUim’, que é uma pronúncia incorreta, do que ‘ruIM’, que é a pronúncia certa, por exemplo”, explica Arrais. O mesmo vale para “gratuito” ou “circuito”: quantas vezes você já não ouviu essas palavras serem verbalizadas incorretamente? Sem querer, o cérebro registra essas sonoridades e acaba por reproduzi-las automaticamente.

4. Vírgula separando sujeito e verbo

No capítulo de pontuação, os três especialistas ouvidos pelo site EXAME concordam que o equívoco mais disseminado é inserir vírgulas onde elas não deveriam aparecer. Veja um exemplo: “A gerente da área de finanças e contabilidade, pediu um retorno do banco”.

Segundo Cremaschi, quanto mais longo for o sujeito (no caso, “a gerente da área de finanças e contabilidade”), maior a probabilidade do erro. Uma possível razão para isso é o velho mito de que vírgula existe “para respirar”.

Não é o caso, diz Arrais: a função do sinal é organizar sintaticamente os elementos da frase, e assim permitir que a mensagem chegue ao interlocutor com clareza e precisão.

Passadori dá um exemplo que esclarece a função vital da vírgula. Na oração “Esse, juiz, é corrupto”, você está declarando ao juiz que um determinado indivíduo comete atos ilícitos. Sem vírgulas, a frase “Esse juiz é corrupto” indica que o alvo da crítica é a própria figura do magistrado.

5. “Busca-se candidatos” em vez de “Buscam-se candidatos”

O erro mais comum de concordância, segundo Arrais, aparece em frases como “Busca-se candidatos resilientes e alinhados à cultura da empresa”. Como o verbo “buscar” é transitivo direto (não exige preposição), a concordância deve ser a seguinte: “Buscam-se candidatos resilientes e alinhados à cultura da empresa”.

De acordo com o professor, esse tipo de engano é comum porque o escritor imagina que o termo ‘os candidatos’ funciona como complemento verbal — algo que ocorreria na frase “Busco os candidatos”, por exemplo. Na verdade, trata-se de um caso de voz passiva sintética — o que exige concordância entre entre sujeito e verbo. Outros exemplos da forma correta são “Alugam-se salas” e “Revisaram-se os custos.
5 out 2017, 06h00
 


quarta-feira, outubro 04, 2017

Alguém ainda quer ser chefe?

A crise de identidade pela qual passa a liderança foi tema do evento realizado por VOCÊ RH em Brasília

Por Luciana Lima
5 set 2017, 06h00
CONTEÚDO DE VOCE S/A
 


Segundo café com VOCÊ RH na capital federal: mais de 70 executivos presentes (Brito JR/VOCÊ RH)

Como preparar os líderes do futuro considerando os desafios presentes? Com essa questão começou a discussão do Café com VOCÊ RH em Brasília, realizado em 13 de junho.
O tema não poderia ser mais propício: menos de um mês antes, a capital federal havia sido literalmente incendiada por manifestantes após a delação do empresário Joesley Batista, dono da gigante de carnes JBS, contra o presidente da República, Michel Temer, o principal mandatário do país.
A crise de representatividade havia atingido seu ápice, não apenas no governo mas em todas as camadas da sociedade, inclusive nas companhias. “Quem é a pessoa que te inspira hoje em dia?”, pergunta a editora-chefe de VOCÊ RH, Tatiana Sendin. A resposta foi nula.
Com a figura do líder em xeque, mudaram as características e o papel dos gestores, mas também o que cada um espera de quem está no comando. “Nós estamos vivendo uma transição da ética do dever para a ética do prazer. Antigamente, os líderes estavam inseridos na lógica do comando e do controle. Hoje, esse profissional deve persuadir as pessoas a segui-lo.­ Ele tem de ser um exemplo principalmente de ética”, disse Renata Subires Garcia Fernandes, gestora de pessoas e desempenho do banco Bradesco.
O Café com RH, promovido por VOCÊ RH há mais de uma década, estreou na cidade do Planalto Central em 2016 e retornou para mais uma bem-sucedida mesa de conversa com 70 executivos, a maioria de gestão de pessoas.
Além de Renata, participaram do debate Marco Tulio Zanini, professor na Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape) da Fundação Getulio Vargas e consultor da Symbállein; e Glória Guimarães, diretora-presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
Com metade dos presentes de organizações do setor público, a discussão enveredou para uma questão pungente: se os concursos avaliam apenas características técnicas, como transformar esses especialistas em bons gestores de pessoas? “Por muito tempo se falou na carreira em Y, porém, isso não é tão simples. Acredito que, aliado com um plano de carreira bem estruturado, é preciso um grande investimento em treinamento para formar esses potenciais líderes e identificar quem tem mais habilidades para a área técnica ou para a gestão”, afirmou Glória, do Serpro.
Uma das dificuldades é identificar quem realmente é um bom gestor de pessoas e quem é muito bom de marketing pessoal. E, de acordo com o professor Zanini, o Brasil está passando por uma mudança que vai impossibilitar cada vez mais a permanência de perfis que tenham apenas a segunda característica. “Nós aprendemos a apreciar um aspecto de direção que muitas vezes não é aquele que descrevemos. Viemos de uma lógica que não era permitido trabalhar a autonomia, mas isso vem mudando. Vamos começar a questionar essa liderança que apenas joga as tarefas para a plateia.”
Além dos desafios do agora, a discussão apontou questões do futuro. Entre elas o fato de que cada vez menos jovens desejam assumir a posição de chefia — algo que se intensifica nas instituições públicas, uma vez que o alto nível de burocratização repele ainda mais os chamados millenials.
Na tentativa de reverter esse quadro, o Serpro reduziu o expediente para 6 horas e foi a primeira empresa do governo a permitir o uso de bermudas. “Você observa que reter esses talentos é um problema, principalmente porque você tem pouca flexibilidade tanto de remunerar quanto de gerir de forma diferente. Nós estamos tentando adotar uma estratégia que vai contra essa rigidez”, disse Glória.
Por fim, o professor Zanini deixou um alerta para os executivos de RH. “Metade de minha turma quer ser empreendedora. Significa que está nascendo uma escola de empreendedorismo no Brasil. Por outro lado, o desafio será convencer as pessoas que as organizações também são boas.” As formas de fazer isso rendem mais uma boa discussão.

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