terça-feira, agosto 02, 2022

ESTRELA FUTEBOL CLUBE - Assim foi nossa infância.....

46 anos depois

Antes (1.979),  depois (2025) dos meninos sonhadores do time do Estrela Futebol Clube


A fotografia que guarda histórias

Há fotografias que não envelhecem. Mesmo quando o papel amarela e o tempo insiste em correr, elas permanecem vivas, pulsando memórias. Nessa imagem, em pé, estão João Gonçalves Júnior, Waner Andrade, José Orlando Andrade e Dario Afonso Oliveira — o eterno Silkmania. Ao lado, agachados e descontraídos, Rui Barbosa Gonçalves, César Sebastião Andrade, Aires Marcos Andrade, o respeitado Dr. Aires, Marco Antônio Andrade e Fernando Gomes Menezes, o sempre lembrado Lanches Caseiro.

Cada rosto é uma página de um livro não escrito, mas gravado no coração. São capítulos de amizade, de risadas soltas, de tardes que se estendiam em jogos e desafios, quando a vida parecia caber inteira no campo improvisado ou na rua de terra batida.

O olhar de cada um revela mais do que a pose diante da câmera: revela cumplicidade, juventude e a certeza de que, naquele instante, o mundo era simples e pleno. A fotografia, mais do que imagem, é testemunho — um relicário de histórias que continuam a ecoar, mesmo quando o silêncio do tempo tenta apagá-las.

Em pé: Juninho Cascata, Waner, Ze Orlando e Dário
Agachados: Rui, Cesar,  Aires, Marco Antônio e Fernando

Sob o luar da infância

No final da década de setenta, a vida parecia correr em outro ritmo. A escola era um território de disciplina e descobertas: notas azuis brilhavam como medalhas de honra, enquanto as vermelhas surgiam como pequenos fantasmas a nos lembrar da responsabilidade. O número mágico era o sete — acima dele, a tranquilidade; abaixo, o susto e a promessa de esforço redobrado.

Mas era nas ruas que a infância se revelava em sua plenitude. Ali, o mundo se abria em horizontes de brincadeiras: a bola quicando no asfalto, o elástico esticado entre os pés, o cordão que girava em cadência, o carrinho de rolimã deslizando veloz, as pipas colorindo o céu como bandeiras de liberdade. E quando o sol se escondia, o luar nos convidava a prolongar a festa, como se a noite fosse cúmplice das nossas travessuras.

Naquele tempo, não havia Bolsa Família. O uniforme vinha da escola, mas o material escolar era comprado com o suor dos pais, que transformavam sacrifício em oportunidade. Nos pés, calçados que se tornaram símbolos de uma geração: Vulcabrás, Conga, Ki Chute, Bamba e as inseparáveis alpargatas, que carregavam histórias em cada passo.

Sem celulares, o conhecimento exigia peregrinação: bibliotecas públicas e enciclopédias repousavam como templos de sabedoria, onde cada página folheada era uma viagem, cada consulta um mergulho profundo.

Era uma infância simples, mas intensa. Entre o rigor das avaliações e a liberdade das ruas, entre o esforço dos pais e a curiosidade dos filhos, desenhava-se uma vida que hoje parece distante, mas que permanece viva na memória — como uma fotografia amarelada pelo tempo, ainda capaz de nos fazer sorrir.

Futebol de rua......

Foi nessa mesma época que a família Andrade – liderada pelos irmãos Sebastião, César, Aires Marcos, Waner e os primos Marco Antônio e Orlando – se uniu aos meninos que moravam nas imediações da Rua Doutor Orôncio Dutra, no centro de Araxá, para formar um time de futebol de rua. Os times de futebol de rua eram abundantes na cidade, e o que não faltava eram campos para disputar jogos. Um pequeno detalhe marcante: todos os campinhos eram de terra batida, e a preferência era jogar próximo de casa, com os deslocamentos feitos a pé – cada passo carregava a vibração de uma verdadeira paixão pelo jogo.

Ainda no centro de Araxá, a unidade do Sesc, que funcionava em um antigo espaço, abrigava um campinho muito usado pelos times da região. Próximo dali, outro espaço vibrava com as partidas, e hoje esse local é a praça de esportes do time amador Santa Terezinha. Além desses, outro campinho, localizado no início da Avenida Senador Montandon – onde hoje funciona a Clínica de Tênis da professora Jane Porfirio – também era frequentado pelo garotada. Esses eram os palcos onde o Estrela Futebol Clube, com seus jogos de rua, celebrava a amizade, a disciplina e os valores que hoje parecem tão distantes para as novas gerações.

Quanta saudade e quantos valores! Em meio a lembranças de tempos sem excessos, onde cada conquista e cada desafio eram vividos intensamente, fica a certeza de que os momentos de ontem moldaram a essência de quem somos hoje.

Essa narrativa resgata a atmosfera de uma época em que o esforço, a simplicidade e a verdadeira paixão pelas brincadeiras de rua e pelo esporte eram os verdadeiros tesouros da vida.

Se quiser reviver mais detalhes dessa época, há registros e memórias compartilhadas por apaixonados pelo futsal de Araxá, como no Blog do Aurelio Ribeiro

Em pé: Juninho Cascata, Waner, Ze Orlando e Dário
Agachados: Rui, Cesar,  Aires, Marco Antônio e Fernando




segunda-feira, fevereiro 21, 2022

IV ENCONTRO DOS AMIGOS DO Sport Clube Juventude - FUTSAL

 SPORT CLUBE JUVENTUDE

Respeita Nossa História

O dia 19 de fevereiro de 2022, marcou pelo IV Encontro dos Amigos do Juventude Futsal realizado no Clube da AEF(Associação dos Empregados da Fosfertil) Araxá, transformando um dia comum em uma verdadeira celebração da juventude, da amizade e da paixão pelo esporte. Foi um dia de reencontro e de resgate das memórias, marcado pelos embates inesquecíveis e pela magia da bola pesada, que continua a unir corações e histórias.

A confraternização transbordou um sentimento genuíno de fraternidade e união familiar. Amigos, ex-companheiros de quadra e aqueles que compartilharam longas jornadas pelo esporte se reuniram para rememorar os bons tempos, as competições lendárias e as vitórias que moldaram não só um clube, mas também vidas. Essa atmosfera de nostalgia, impregnada de alegria e saudosismo, encontrou a perfeita síntese na presença do nosso estimado Carlos José, o Grillo, cuja simplicidade franciscana e emoção nos lembram do que sempre foi e sempre será a essência do Juventude.

A história do Juventude Sport Clube teve início em 1980, quando um grupo de garotos, com idades entre 12 e 14 anos, reuniu-se em torno de um grande ideal. Liderados pelo visionário atleta Fernando Dom Bosco – carinhosamente conhecido como Bosquinho – esses jovens deram o pontapé inicial para uma equipe que logo se destacou em Araxá. Com uma base de treinamento rigorosa e o controle rígido das regras, a equipe conquistou diversos campeonatos e torneios, tornando-se a espinha dorsal da seleção da cidade na disputa dos JIMI’s, os famosos jogos do interior mineiro.

Um momento marcante dessa trajetória ocorreu durante a inauguração do Ginásio da cidade de Ibiá. Convidados a participar de um torneio que reuniu a seleção local de Ibiá e dois times renomados de Patrocínio – que na época disputavam o campeonato mineiro –, os atletas do Juventude, mesmo diante de altos desafios, saíram vitoriosos, escrevendo mais um capítulo glorioso em sua história de superação e paixão pelo futebol.

O encontro de 19 de fevereiro de 2022 foi, assim, um tributo à memória, ao suor, às conquistas e, principalmente, aos valores que sustentam o Juventude: a força de uma amizade que transcende o tempo, as rivalidades e as diferenças. Essa agremiação, que resiste às paixões de clubes, crenças e ideologias, permanece como um exemplo de que a verdadeira vitória está na arte de fazer amigos e celebrar a vida com a intensidade de cada jogo.

Se quiser reviver mais detalhes dessa época, há registros e memórias compartilhadas por apaixonados pelo futsal de Araxá, como no Blog do Aurelio Ribeiro

Foto oficial dos amigos do Juventude


Toninho, Washington, Maquininha e Grillo


Carlos Jose, popular GRILLO


Carlinho, Bosquinho, Aurelio, Ronaldo, Maquininha, Sprito, Vaguinho, Armindo, Fofão e Lelei
Geovane, Washington e Herbert


Bosquinho


Carlinhos, Aurelio, Geovane Piolho, Herbert, Fofão, Bolacha, Goiano e Lelei


Realino, Armindo, Dedé, Tião Versoça, Toninho, Washington, Marcão, Aurelio, Maquinha, Júnior Boso, Lelei, Júlio e Carlinhos

Dedé, Juninho David e Bosquinho
Dedé, Marcão e Toninho
Toninho, Armindo Maia e Júlio (Óticas Botelho)
Aurelio, Armindo Maia, Toninho e Dedé 
Tião Verçosa, Dedé, Toninho, Alexandre Maquininha, Armindo Maia e Lelei (Vecol)

Pablo e Bosquinho
Toninho e Washington

Toninho e Pablo
Rodrigo, Herbert, Geovane "Piolho" e Lelei


Toninho, Bosquinho, Herbert, Juninho David, Júlio, Bolacha, Marcão e Rodrigo
Realino, Júnior Boso, Jânio, Lelei, Ronaldo, Fofão, Armindo, Pablo, Geovane Piolho e Aurelio
Alexandre Maquinha





Presentes no encontro:

Fofão, Rodrigo, Jânio, Bosco, Juninho David, Bolacha, Marcão, Grillo (Colaborador), Goiano, Armindo, Júlio (patrocinador – Óticas Botelho), Júnior Boso, Toninho, Lelei, Maquininha, Carlinhos, Tião Verçosa, Ronaldo (Técnico), Dedé, Washington, Realino, Geovane Piolho, Pablo, Vaguinho, Aurelio (Treinador) e Herbert

sábado, janeiro 22, 2022

Escola Estadual Eduardo Montandon - MEMÓRIA ESPORTIVA - Ano de 1976

ESCOLA ESTADUAL EDUARDO MONTANDON

Na década de setenta, os campeonatos de futebol de campo entre as escolas estaduais do ensino fundamental se transformaram em eventos marcantes, capazes de mobilizar toda a comunidade escolar. Os jogos, realizados no estádio Fausto Alvim, eram verdadeiros espetáculos – as arquibancadas eram lotadas pelos alunos, que torciam com entusiasmo e emoção a cada partida disputada por suas escolas.

Um capítulo especial dessa história ocorreu durante o campeonato de 1976, quando o time da Escola Estadual Eduardo Montandon brilhou em campo sob a tutela do professor Aloísio. Ex-jogador de futebol profissional, com passagens pelo Araxá Esporte e por outros times renomados do Brasil, professor Aloísio conduziu os pequenos atletas com a experiência e a paixão que só quem já pisou nos gramados profissionais pode transmitir. Sua liderança tornou cada treino e cada jogo momentos de aprendizado, onde valores como disciplina, trabalho em equipe e respeito eram cultivados e celebrados.

Essa época permanece na memória como um período em que o futebol escolar não era apenas um esporte, mas também uma verdadeira escola de vida – onde a rivalidade saudável se mesclava à alegria de jogar, e cada partida contribuía para formar não apenas campeões em campo, mas cidadãos comprometidos com seus sonhos.

Se quiser reviver mais detalhes dessa época, há registros e memórias compartilhadas por apaixonados pelo futsal de Araxá, como no Blog do Aurelio Ribeiro

Em pé: Marlon, Aires, Gaspar, Silvio, Ismael, Evaldo e treinador Aluísio

Agachados: Luciano Chadu, Leley, João Bosco, Wander, Thieres, Paulo César.

Depoimento

"Época muito legal,  divertíamos muito, éramos muitos felizes. Nossa diretora era Dona Elza, uma mulher incrível!"  

Palavras do ex-aluno João Bosco, que fez parte deste time e que hoje trabalha como orientador físico na escola Estadual Polivalente.

Principais destaques deste time

✅ Esmael do PT - Trabalhou por um longo período na Fosfertil/Vale, foi candidato a vereador por diversas vezes na cidade de Araxá;

✅Joao Bosco - Formado em Educação Física, trabalha na prefeitura de Araxá (Secretária de Esportes) e e também na escola Polivalente (Estadual). Jogou futebol amador, sempre defendendo times do bairro São Geraldo;

✅ Aires 
 Nesta época atuava como goleiro, anos mais tarde  defendeu as cores do Araxá esporte, atuando de zagueiro;
✅ Wander
Também conhecido Negão, é irmão do Bolão  (lateral esquerdo do Araxá esporte), jogou diversos campeonatos amadores, sempre defendendo as cores do time do Caiçaras do bairro São Geraldo. De uma família de músicos, ele em suas horas de folga  participa de diversos grupos de pagode da cidade (Arasamba);

Wander
Jogou Futsal na escolinha do time do Juventude Sport Clube. Hoje presta serviços na Vecol;

✅ Professor Aloisio
É aquele mesmo que jogou no Araxá esporte na década de 70, e que depois de encerrar a carreira jogou em times amadores da cidade, como por exemplo Vila São Pedro

✅ Thieles
Foi um grande atleta do futebol amador da cidade de Araxá. Jogou por diversos time, com destaque para o time o Trianon 
     












                         

EM PÉ: Carlinho, Juninho David e Washington
AGACHADOS: Leley e Alexandre Maquininha

Em pé: Hélio, Fabinho, Verci, ??, Aloisio e Ganchinho
Agachados: ??, Agnaldo, Paulistinha, Gaêga e Didi
                                                       
         







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